sábado, 22 de junho de 2013

Cronologia do Brasil Colônia


1530 - 1532 – Martim Afonso de Sousa inicia o processo de Colonização do Brasil.

1534 – O Rei Dom João III de Portugal divide as terras do Brasil em Capitanias Hereditárias.

- O Brasil inicia a produção do açúcar em larga escala. Portugal, graças aosEngenhos de Açúcar do Brasil, tornou-se o maior produtor mundial do produto.

1549 – O administrador português, Tomé de Sousa, chega ao Brasil com a tarefa de governa-lo, dando início ao Governo Geral do Brasil.

O religioso Manuel da Nóbrega desembarcou na Bahia com o primeiro grupo deJesuítas.

1555 – Os franceses fundaram a França Antártica no Rio de Janeiro, marcando o início da Invasão Francesa no Brasil.

1568 – Portugal oficializa a Escravidão no Brasil dando o direito aos Senhores de Engenhos de possuir um numero superior a 100 escravos negros por ano. 

1580 - Felipe II, rei da Espanha, uniu o reino português ao reino espanhol originando a União Ibérica.

1624 – A Companhia das Índias Ocidentais decide dar inicio as Invasões Holandesas no Brasil.

1645 - O indígena Filipe Camarão se destaca na luta que os Senhores de Engenho de Pernambuco iniciaram. A Insurreição Pernambucana deu um ponto final na dominação holandesa no Brasil.

1684 - Estoura no Maranhão a revolta que ficou conhecida como a Revolta de Beckman.

1693 – Os bandeirantes liderados por Antônio Rodrigo Arzão, encontraram ouro na região do Caeté, região do atual Estado de Minas Gerais. 

- A descoberta das minas de ouro iniciou o período conhecido como o Ciclo do Ouro no Brasil.

1708 – 1709 A febre do ouro gerou um conflito entre os descobridores das minas com os forasteiros que invadiram a regiões auriferas. Esta luta ficou conhecida como a Guerra dos Emboabas.

1710 - 1711 – Em Pernambuco os habitantes de Olinda entraram em conflito com os comerciantes portugueses de Recife na luta que ficou conhecida comoGuerra dos Mascates.

1720 – A cobrança de altos impostos na região mineradora, fez com que a população se rebelasse na Revolta de Vila Rica.

1763 - O Governo Português de Marquês de Pombal, transferiu a capital do Brasil para o Rio de Janeiro.

1789 – A elite mineira promoveu a Inconfidência Mineira que teve como principal personagem, o Alferes Francisco da Silva Xavier, o Tiradentes.

1798 – Uma revolta liderada por alfaiates buscou a emancipação da Bahia, era a Conjuração Baiana.

1808 - A Família Real Portuguesa chega ao Brasil após Napoleão iniciar a invasão de Portugal. 

1817 – Estoura em Pernambuco mais um movimento de caráter republicano. Era a Revolução Pernambucana.

1822 – Dom Pedro transforma a colônia em império ao proclamar aIndependência do Brasil.

Golpe Militar

Golpe político organizado em 31 de Março de 1964 que afastou João Goulart da presidência do Brasil.

Golpe Militar de 1964 fez com que o Brasil passasse a ser governado por membros das Forcas Armadas, dando origem a um Regime Militar.

Ditadura Militar durou de 1964 a 1985. Neste período a presidência do Brasil foi ocupada por generais.
A ameaça comunista, foi o que levou estes militares a planejarem a Revolução de Março 1964.

No Brasil, o comunismo ganhou força deixando as grupos politico de direita em alerta. Quando João Goulart, político de mentalidade comunista, assumiu a presidência, a direita política fez de tudo para que ele não governasse o Brasil.

Em 1961 eles criaram o Parlamentarismo. A nova forma de governo, reprovada por um referendo, durou pouco tempo.

Com o fim do parlamentarismo, João Goulart pode exercer os poderes que o presidêncialismo lhe dava de direito.

Criou-se a expectativa de que Jango fizesse do Brasil uma república socialista semelhante a implantada em Cuba por Fidel Castro.

Antes que isso acontecesse as Forças Armadas apoiando a direita política iniciou uma revolta que culminaria com o Golpe Militar de 1964.

O movimento depôs João Goulart da presidência e que a partir de então ficou nas mãos dos militares, iniciando assim uma Ditadura Militar. O Regime Militar do Brasil recebeu apoio dos Estados Unidos pois o mesmo queria o comunismo longe da América.

O Regime Militar suspendeu as garantias constitucionais do país e as eleições passaram a ser realizadas de forma indireta. O cargo de presidente passou a ser exercido pelos generais das forças armadas.

Os presidentes do Brasil na epóca da Ditadura Militar foram:

Humberto Alencar Castelo Branco (1964-1967) 

Um dos principais arquitetores do Golpe Militar de 1964. Castelo Branco tornou-se o primeiro presidente do Regime Militar.

Em seu governo Castelo Branco declarou ilegais todos os movimentos contrários a revolução de Março. Através do SNI (Serviço Nacional de Informações), as pessoas suspeitas de envolvimento com os movimentos de esquerda foram presas e torturadas pelo governo.

O maior desafio de Castelo Branco como presidente foi combater a inflação. Para isso ele criou medidas econômicas de efeito impopular.

Artur da Costa e Silva (1967-1969)

Eleito em 3 de Outubro de 1966, através do voto indireto, Artur da Costa e Silva tomou posse da Presidência da Republica em 15 de Março de 1967. Em seu governo foi promulgada uma nova Constituição Brasileira.

Durante o governo Costa e Silva as manifestações contrárias a ditadura cresceram. Em resposta o governo criou o Ato Adicional N5 que cassou inúmeros mandatos de políticos contrários a ditadura.

Artur da Costa e Silva exerceu somente meio período de seu mandato. Por estar doente, ele foi afastado do governo. Com a ausência do presidente, o governo foi entregue a uma junta militar.

Em Dezembro de 1969 Artur da Costa e Silva venho a falecer deixando vago o cargo de presidente.

Emílio Garrastazu Médice (1969-1974)

Com a morte de Costa e Silva, a junta militar que assumiu o Governo do Brasil recusou-se a entregar a presidência para o vice do presidente falecido. Os ministros militares decidiram eleger Emílio Médice como novo Presidente do Brasil.

Foi no Governo Médice que a economia brasileira chegou ao seu maior nível, o chamado Milagre Brasileiro. Grandes obras foram realizadas como a Transamazônica e a Ponte Rio-Niterói.

Insatisfeitos com o Regime Militar os opositores do governo criaram a esquerda armada. Com a ajuda logística dos Estados Unidos o governo militar conseguiu dizimar estes movimentos.

Ernesto Geisel (1974-1979)

No Governo Ernesto Geisel iniciou-se a abertura política do Brasil que, segundo ele seria lenta e gradual. Durante o governo Geisel o crescimento econômico do Brasil já não era o mesmo, contrário a inflação que crescia mais e mais.

João Batista Figueiredo (1979-1985)

Governo Figueiredo caracterizou-se pelo processo de redemocratização do Brasil. Foi concedido a anistia aos presos políticos e reestabelecido as eleições diretas para governadores.

João Batista Figueiredo se tornaria o ultimo presidente do regime militar. Pressionado pelas Diretas Já, a Ditadura Militar estava com os seus dias contados.

Através da Emenda Dante de Oliveira a oposição exigiu a realização de eleições diretas para o cargo de presidente.

Esta emenda não foi aprovada mas mesmo assim através do Colégio Eleitoral, foram realizadas eleições que elegeram pelo voto direto Tancredo Neves como presidente do Brasil.

Termina assim o Regime Militar, período da história brasileira onde a ordem foi mantida através de torturas e exílios.

O Populismo no Brasil



O Populismo no Brasil vai de 1945 a 1964 mas teve origem na revolução de 1930.

Getúlio Vargas procurando popularidade para se manter no governo, beneficiou os trabalhadores brasileiros com suas reformas trabalhistas.Com a criação da CLT (Código de Leis Trabalhistas), a jornada de trabalho foi diminuída e a população não poderia receber um salário menor que o permitido pelo governo, o Salário Mínimo.

Um Governo Populista é o tipo de governo que o presidente é adorado pelo seu carisma e pelas suas ações governamentais. O líder populista é adorado principalmente pela população de baixa renda.

A principal característica dos Governos Populistas era a expansão da indústria e da economia capitalista.

Em 1945 o Estado Novo chegava ao fim mas, a politica getulista teve continuidade.

O Governo Dutra

Logo após a renúncia de Getúlio Vargas, o Governo Brasileiro ficou nas mãos do Ministro do Supremo Tribunal Federal, José Linhares.

José Linhares convocou eleições para presidente no ultimo mês de 1945. Os candidatos que concorreram a presidência foram:

Eurico Gaspar Dutra, ex-ministro de guerra durante o Estado Novo.

Eduardo Gomes, ex-ativista do Movimento Tenentista.

Getúlio Vargas apontou Dutra para o povo brasileiro, dizendo que ele seria seu sucessor. Gaspar Dutra graças ao apoio de Vargas, foi eleito pelo povo Presidente do Brasil.

No Governo Dutra foi promulgada uma nova constituição em substituição a criada em 1934. Foi liberado o Pluripartidarismo, dando a liberdade de criação a novos partidos políticos. No entanto, dois anos depois o governo brasileiro temendo o avanço do comunismo no país, declarou ilegal o Partido Comunista.

A ação mais importante do Governo Dutra foi a criação do SALTE, plano social e econômico que integrava saúde alimentação, transporte e energia.

O Retorno de Vargas ao Poder

Getúlio Vargas, maior expoente do populismo no Brasil, retornou ao poder de forma legal, sucedendo o seu sucessor.

Eleito pelo voto direto, Getúlio tomou posse em 31 de Janeiro 1951. A maior realização do novo Governo Vargas, foi a criação da Petrobras, empresa estatal detentora da exploração e refino do petróleo extraído do nosso território.

Vargas procurou continuar com suas políticas de massas, quase sempre conseguindo conciliar os interesses de burgueses e operários.

Getulio Vargas era um populista nato, pelo seu carisma foi apelidado de Pai dos ricos e mãe dos pobres.

Getúlio fazia um grande sucesso com o povo, já com os partidos políticos não podia se dizer o mesmo. A UDN, União Democrática Nacional, fazia grande oposição a Vargas pois achava que o mesmo poderia dar novamente um golpe político semelhante ao que deu origem ao Estado Novo. O Político Carlos Lacerda foi o seu mais veemente adversário político.

Os partidários de Getúlio sabendo das ações que Carlos Lacerda seria capaz de fazer, decidiram atentar contra a vida dele. Foi planejado um atentado mal sucedido contra Carlos Lacerda onde somente o seu acompanhante, o Major da Aeronáutica, Rubens Vaz, foi vitimado.

Carlos Lacerda e Rubens Vaz foram alvejados por um pistoleiro que segundo as investigações era Gregório Fortunato, membro da guarda pessoal de Vargas.

Getúlio Vargas afirmou que não teve nenhuma participação no Atentado da Rua Toneleros. Ele afirmou que o crime foi planejado sem o seu conhecimento.

A oposição não acreditou e junto com a Aeronáutica exigiu a imediata renúncia de Vargas.

Getúlio Vargas recusou-se a tomar tal atitude e preferiu tomar outra mais drástica. Em 24 de Agosto de 1954 no Palácio do Catete, Getúlio Vargas suicidou-se com um tiro no peito.

Vargas deixou uma carta escrita onde dizia; Saio da Vida para Entrar na História.

O restante do mandato de Getúlio Vargas foi cumprido pelo seu vice, Café Filho.

O Governo Juscelino Kubitschek

Em Janeiro de 1956 Juscelino Kubitschek tomou posse da presidência do Brasil. Tal posse não foi nem um pouco pacifica pois a UDN posicionou-se contra a posse de J.K. Somente com a proteção do exército e que Juscelino pôde exercer o seu mandato.

Juscelino Kubitschek mostrou ser um presidente ambicioso. Seguindo a risca seu lema de campanha: 50 anos em cinco, Juscelino focou um extraordinário desenvolvimento para o Brasil.

O Plano de Metas de J.K alavancou a produção industrial brasileira que cresceu cerca de 80%. Queria ele também atingir grandes metas em outras áreas como educação, alimentação, transportes e energia.

A maior façanha do Governo J.K foi a construção de Brasília, a nova capital do Brasil. Brasília foi inaugurada em 21 Abril de 1960.

Todas as grandes construções realizadas no Governo Juscelino Kubitschek só foram possíveis com o uso do capital estrangeiro. Tais investimentos aumentaram a dívida externa do país. A inflação cresceu como nunca havia acontecido.

O Governo Jânio Quadros

O candidato da UDN foi quem venceu as eleições presidências de 1960. Jânio Quadros tornou-se o substituto de Juscelino Kubitschek na presidência do Brasil.

Com a chegada dos anos 60, a situação do trabalhador brasileiro não era a das melhores. O salário mínimo já não supria as necessidades básicas da população. Com o aumento da dívida externa, o Brasil passou por maus bocados.

Foi neste clima tenso que Jânio Quadros foi eleito. Em sua campanha eleitoral Jânio Quadros dizia que iria varrer a corrupção do Brasil e combater a inflação.

A sua oratória surtiu efeito, pois o mesmo foi eleito com grande margem de diferença de voto do segundo candidato. Jânio Quadros até então foi o presidente com maior votação da história brasileira.

O povo depositou grande esperanças no Governo Janio Quadros, mas o tiro saiu pela culatra. No início de seu governo até que Jânio Quadros se saiu bem. Buscou o aperfeiçoamento da administração pública e procurou ajustar a balança comercial com mais exportações.

Com a ajuda do FMI iniciou uma política anti inflacionária e as dívidas com os credores internacionais foram negociadas.

As medidas econômicas e financeiras tomadas por Jânio Quadros mostrou-se desastrosas pois as mesmas fez com que o salário dos trabalhadores fossem congelados e os burgueses perdessem a facilidade de ser conseguir credito.

As ações populistas já não eram tão eficazes como antes. Os esforços feitos para a sociedade já não era mais viável devido a bola de dívidas criadas. Com o seu governo indo de mal a pior, Jânio Quadros perdia apoio.

Para piorar mais ainda, Jânio Quadros passou a ser mal visto também pelos setores conservadores do governo.

Buscando o aumento de relações comercias internacionais , o governo reatou relações diplomáticas com o governo da União Soviética, defensora do comunismo no mundo.

Janio Quadros passou a admirar figuras do comunismo, tanto é que condecorou Che Guevara com a Grã-Cruz do Cruzeiro do Sul.

Sem apoio político, Jânio Quadros renunciou ao cargo de presidente em 25 de Agosto de 1961. Alegou ele que Forças Ocultas o fizeram a tomar esta decisão.

Muitos historiadores políticos acreditam que, na verdade Jânio Quadros queria dar um Golpe de Estado. Como o seu vice, João Goulart, era visto como um comunista, acreditava ele que o Congresso jamais entregaria a João Goulart a presidência.

Jânio Quadros pensou que o Congresso e as Forças Armadas o forçaria a continuar na presidência. Com isso ele continuaria como presidente, agora com os poderes fortalecidos.

O Governo João Goulart

Com a renúncia de Jânio Quadros, a direção do Governo Brasileiro passou a ser exercido por João Goulart.

Políticos ligados as Forças Armadas se pronunciaram contra a posse de João Goulart. Para resolver o imparsse eles criaram o Parlamentarismo.

João Goulart tomou posse da presidência mas com seus poderes limitados em decorrencia do Regime Parlamentarista.

João Goulart sempre ocupou um cargo político nos governos populistas e por isso tinha grande influência sobre os ministros do governo. Valendo de sua influência, João Goulart fez com que os ministros aprovassem a criação de um referendo que aprovaria ou não o regime parlamentar.

Parlamentarismo foi reprovado e João Goulart governou como desde o inicio de seu mandato deveria governar.

O Governo João Goulart pois em pratica as Reformas de Base que buscava a mudança do sistema agrário, tributário, fiscal, educacional e etc.

A oposição encarou as medidas políticas de Jango como políticas de tendências comunistas.

Em 24 de Março de 1964, procurando dar um basta a política de João Goulart, as Forças Armadas apoiada pela oposição deu um golpe de estado que deu origem a uma Ditadura Militar no Brasil.

Era Vargas


Período de 15 anos em que Getúlio Vagas governou o Brasil.

Era Vargas, ou Período Getulista durou de 1930 a 1945.

Iniciou-se com a consumação da Revolução de 1930 e terminou no mesmo ano do final da Segunda Guerra Mundial.Os 15 anos da Era Vargas pode ser dividida em 3 partes. São elas:

O Governo Provisório

Ao ser nomeado chefe do governo provisório, Getúlio Vargas fez uma profunda mudança nos campos político e econômico.

Declarou extinta a constituição de 1891 e afastou os governadores que pertenciam a Republica das Oligarquias.

Os estados brasileiros passaram a ser governados por interventores escolhidos pelo próprio Vargas.

Esses interventores eram na maioria integrantes do Movimento Tenentista. Eles tinham o objetivo conter os possíveis levantes dos chefes locais que imperavam na República Velha.

No setor econômico foram adotadas medidas de proteção ao café, desvalorizado em decorrência da Crise Econômica de 29.

Buscando reerguer a economia do Brasil, Getúlio Vargas incentivou a criação de indústrias no pais, acarretando um acelerado crescimento industrial.

O Governo Constitucional

A revolta paulista conhecida como Revolução Constitucionalista de 1932, fez com que o Governo Vargas se apressasse na tarefa de elaborar uma nova constituição.

Em 16 de Julho de 1934 foi criada a nova Constituição do Brasil. Através de uma eleição indireta, Getúlio Vargas continuou no poder brasileiro.

A Constituição de 1934 ficou marcada por ter dado as mulheres brasileiras o direito de votar e por criar as leis trabalhistas.

No Governo Constitucional os partidos políticos do Brasil seguiram as doutrinas políticas dos países europeus. Os dois principais partidos políticos da epóca eram:

AIB-Ação Integralista Brasileira

Partido que defendia a pratica de uma política totalitária no Brasil. Os Integralistas defendia a criação de um governo autoritário semelhante aos implantados na Itália e Alemanha (Nazi-Fascismo). O líder deste partido era Plínio Salgado.

ANL - Aliança Nacional Libertadora

Partido político que defendia os ideais do Socialismo-Marxismo. Os aliancistas espelhavam-se principalmente no Partido Comunista da União Soviética. Luís Carlos Prestes era o principal líder dos Aliancistas.

A Aliança Nacional Libertadora chegou a promover uma revolta armada fracassada que ficou conhecida como Intentona Comunista. O movimento vermelho motivou o Governo Vargas a preparar um golpe de estado.

O Estado Novo

Com o pretexto de que o Brasil estava sendo ameaçado pelo comunismo, Getúlio Vargas apoiado pelas Forças Armadas pôs em pratica o "Plano Cohen", golpe de estado que deu origem ao Estado Novo.

O Estado Novo foi um Governo Ditatorial que durou até ao ano de 1945. Este governo assemelhava-se com o governo fascista de Mussolini da Itália. Assim como os nazi-fascistas, o Estado Novo perseguiu os comunistas.

No Estado Novo o governo deu mais importância a indústria, deixando de lado a agricultura.

Quando iniciou a Segunda Guerra Mundial, o Brasil manteve-se neutro no conflito. No entanto, quando os países do eixo declararam guerra aos Estados Unidos, o Brasil teve que apoiar os americanos já que o crescimento industrial do nosso país naquele momento dependia de capitais norte-americanos.

Em 1945 a guerra chegava ao fim com os Países Aliados vencendo os Países do Eixo. As nações aliadas, defensoras da democracia, implantaram governos democráticos na Alemanha e Itália.

Como o Brasil pertencia ao grupo dos aliados, o Governo Ditatorial de Getúlio Vargas passou a ser mal visto.

Getúlio Vargas visando a continuação de seu governo criou o Queremismo, movimento que buscava a permanência de Vargas na Presidência da República. O movimento fracassou e Getúlio teve que decretar um ato adicional que previa novas eleições presidenciais no país.

A eleição foi vencida pelo General Dutra que foi eleito novo Presidente do Brasil. Terminava assim os 15 anos de governo da Era Vargas.

No início da década 50, Getúlio Vargas retornaria ao poder de forma legal. Ele havia sido eleito presidente pelo voto direto.

República Velha


Período histórico brasileiro que vai de 1889 a 1930.

República Velha caracterizou-se pela predominância política da Oligarquia Cafeeira.

A presidência da república era ocupada por membros da Elite Cafeeira e por isso a República Velha também ficou conhecida como República do CaféA República Velha pode ser dividida em duas partes, são elas:

A República da Espada

Antes dos Barões do Café chegarem ao poder, eram os militares que governavam a República Brasileira. Tais governos militares fizeram parte da chamada República da Espada.

A Revolução Republicana que derrubou o governo monárquico de D. Pedro II foi liderada pelos militares. O Marechal Deodoro da Fonseca a frente de tropas do exército, conseguiu proclamar a república em 15 de Novembro de 1889.

Logo Deodoro da Fonseca foi o escolhido para ser o primeiro Presidente do Brasil. Sofrendo a oposição da elite aristocrática brasileira, Deodoro da Fonseca renunciou a Presidência da República em 23 de Novembro de 1891.

A renúncia de Deodoro fez com que seu vice, Floriano Peixoto, assumisse o governo. Do mesmo modo que Deodoro, o Governo de Floriano Peixoto sofreu forte oposição do Congresso Brasileiro, formado na maioria pelos grandes fazendeiros do café.

O Ministério exigiu novas eleições presidências, o que não ocorreu. Floriano Peixoto afim de consolidar a ordem na República, agindo com mão de ferro, conseguiu reprimir as revoltas contrárias ao seu governo.

Somente ao final do quadriêneio de seu antecessor, Deododoro da Fonseca, é que Floriano Peixoto autorizou a realização de novas eleições presidênciais.

A República das Oligarquias

Em 1894 Prudente de Morais venceu as eleições presidênciais e tornou-se o Primeiro Presidente Civil do Brasil.

A vitória de Prudente de Morais significou a subida dos grandes senhores do café ao poder, iniciando assim a Republica das Oligarquias.

Já no governo do Presidente Campos Sales foi posto em prática a Politica dos Governadores. O poder central se comprometeu em apoiar os governos estaduais em troca de apoio político.

Esta troca de favores entre o governo central e os governos estaduais deu origem a chamada politica do café com leite.

Na república das oligarquias passaram a ocupar a presidência do país somente os representantes políticos dos Estados de São Paulo e Minas Gerais. Tais políticos faziam parte de elite econômica do café.

O termo "política do café com leite", faz referência a produção de café em São Paulo e de leite em Minas Gerais.

O principal produto econômico da Republica Velha era o café. A economia do Brasil dependia exclusivamente do café e por isso os presidentes da república realizaram políticas econômicas focadas apenas na valorização do café.

Foi o caso do Convênio de Taubaté. Neste encontro os governadores de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro criaram medidas econômicas favoráveis a proteção do café.

Os outros estados brasileiros, deixados de lado pela oligarquia cafeeira, passaram a fazer forte oposição a politica do café com leite.

Na República Velha, os estados que não tinham ligações com a produção de café eram esquecidos pelo Governo Federal, com exceção do Estado do Amazonas que prosperou graças a produção de borracha natural.

Para não serem vencidos nas eleições presidenciais, a oligarquia cafeeira, contava com a essêncial ajuda do coronelismo. Controlando determinada regiões, os coronéis respeitados pela população humilde, faziam com que a mesma votasse nos candidatos pertencentes a oligarquia. Tal pratica ficou conhecida como Voto do Cabresto.

As eleições corruptas vencidas pela oligarquia gerou a Reação Republicana, onde a oposição política passou a reivindicar a realização de eleições realizadas com o Voto Secreto.

Cada vez mais impopular a república das oligarquias passou também a sofrer oposição por parte de alguns setores militares. O Movimento Tenentista tentou pela força derrubar os governos oligárquicos da República Velha.

Presidentes da República Velha

Marechal Deodoro da Fonseca 1889-1891
Marechal Floriano Peixoto 1891-1894
Pudente de Morais 1894-1898
Campos Sales 1898-1902
Rodrigues Alves 1902-1906
Afonso Pena 1906-1909
Nilo Peçanha 1909-1910
Marechal Hermes da Fonseca 1910-1914
Wenceslau Brás 1914-1918
Delfim Moreira 1918-1919
Epitácio Pessoa 1919-1922
Arthur Bernardes 1922-1926
Washington Luiz 1926-1930

A República Velha chegaria ao fim no governo de Washington Luiz em 1930.

Nova República


Período da História Brasileira que vai de 1985 até aos dias atuais.


A Nova República é o período de nossa história onde o Brasil passou a ser verdadeiramente um país democrático.Em 1985 Tancredo Neves foi eleito Presidente do Brasil pelo colégio eleitoral. A escolha de Tancredo Neves como presidente deu um ponto final na ditadura militar.

Na véspera de tomar posse do governo, Tancredo Neves adoeceu, e dias depois, 21 de Abril de 1985, venho a falecer.

O Governo Sarney (1985-1990)

Com a morte de Tancredo Neves, o vice-presidente eleito, José Sarney, assumiu a presidência do Brasil. José Sarney governou o Brasil espelhado na imagem de Tancredo Neves. O ministério foi composto pelos mesmos ministros escolhidos por Tancredo.

O Governo Sarney deu inicio a redemocratização do Brasil. Foi estabelecido eleições diretas para os cargos políticos. Também foi dado o direito de votar aos analfabetos e foi criada uma nova constituição.

A Constituição de 1988 é a mais democrática que o Brasil já teve.

No campo político o país respirava com a redemocratização mas, no campo econômico os problemas continuaram.

Buscando uma solução para a crise econômica, em Fevereiro de 1986, o Governo Sarney lançou um plano de estabilização econômica, o Plano Cruzado.

A nova moeda, o Cruzado, tinha o valor de mil Cruzeiro, antiga moeda. Pelo Plano Cruzado ficou estabelecido o congelamento de preços e salários. Estas medidas econômicas não surtiram efeito pois a inflação voltou a subir.

Com o fracasso do Plano Cruzado, outros planos econômicos foram elaborados, foi o caso do Plano Blesser e Plano Verão que criou o Cruzado Novo.

O Governo Collor (1990-1993)

Nas eleições de 1989, com o caos econômico instalado no Brasil, a população optou por votar num candidato que não fosse o indicado pelo governo Sarney.

O povo elegeu como Presidente do Brasil Fernando Collor de Mello. Em sua campanha política Collor afirmava que buscaria melhorias na condição de vida do povo brasileiro, chamado por ele de pés-descalços e descamisados.

Logo ao assumir a presidência, Collor pois em pratica o Plano Brasil Novo, conhecido também como Plano Collor.

O Plano Collor em comparação aos planos tomados pelos governos anteriores, foi o mais drástico. A moeda voltou a ser o cruzeiro que passou a ser circulado em menor quantidade. As contas bancárias e cadernetas de poupanças com saldo superior a 50 mil cruzeiros foram bloqueadas.

Inicialmente, as medidas econômicas tomadas no Governo Collor até surtiram efeito, mas no andamento do governo a inflação voltou a subir.

Para piorar a situação do presidente Collor, sua imagem ficaria suja devido as denuncias de corrupção em seu governo.

Pedro Collor, irmão do presidente, denunciou um esquema de corrupção que tinha como principal figura Paulo César Farias, tesoureiro da campanha politica de Collor.

A descoberta do Esquema PC Farias atingiu em cheio a popularidade de Fernando Collor. Seus dias como presidente estavam contados.

Demonstrando o seu descontentamento com o Governo Collor, boa parte da população brasileira surpreendentemente saiu as ruas para protestar. Queriam eles a imediata renúncia de Collor.

Pressionados pelos Caras Pintadas, a Câmara dos Deputados instaurou uma Comissão Parlamentar de Inquérito. Na CPI foram levantadas provas suficientes que comprovaram a participação de Collor no Esquema PC.

O Congresso Nacional teve que se reunir para discutir a aprovação doImpeachment de Fernando Collor de Melo. Em 29 de Dezembro de 1993 Fernando Collor optou por renúnciar a presidência deixando o cargo para o seu vice, Itamar Franco.

O Governo Itamar Franco (1993-1994)

Com a renúncia de Fernando Collor, Itamar Franco teve que assumir a Presidência do Brasil.

No Governo Itamar Franco, foi encontrado uma solução para a crise econômica que assolava o Brasil.

Em Maio de 1993 Itamar Franco nomeou Fernando Henrique Cardoso como Ministro da Fazenda.

Fernando Henrique Cardoso, a frente de um grupo de economistas, elaborou um bem sucedido plano econômico, o Plano Real. A nova moeda, o Real, tornou-se um sucesso.

Com a nova moeda a população teve um melhor poder aquisitivo e seus salários não estavam mais sendo corroídos pela inflação.

O Governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002)

Foi dado a Fernando Henrique Cardoso o credito pela elaboração do Plano Real. A população confiava nele e por isso ele sagrou-se como candidato vencedor nas eleições presidênciais de 1994.

Fernando Henrique tomou posse do Governo em 1 de Janeiro de 1995. Ao final de 1998 foi reeleito como presidente derrotando novamente o candidato da oposição, Luís Inácio Lula da Silva.

Além de se engajar na missão de manter a inflação baixa, o Governo FHC optou por privatizar as empresas estatais e abrir economia brasileira para o MERCOSUL.

A nova política econômica adotada no segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso, fez com que o Brasil recorresse ao FMI o que gerou a desvalorização do Real

sábado, 1 de junho de 2013

História - Ens. Médio - os primeiros industriais brasileiros



Nesta teleaula, você verá como os primeiros industriais brasileiros montaram suas fábricas. Além disso,
saberá de que forma surgiu o movimento sindical brasileiro.