sábado, 18 de maio de 2013

AULAS DE SOCIOLOGIA ENSINO MÉDIO - 2º ANO


·        Conceito de cultura
·        Etnocentrismo e relativismo;
·        Construção da alteridade.
·        Diversidade


Conceituando “cultura”
Cultura, muitas vezes é confundida com aquisição de conhecimentos, com educação, com erudição. A cultura é informação, é a reunião de conhecimentos aprendidos no decorrer de nossas vidas, é herança social.
Por ser uma herança social, o ser humano “recebe” a cultura dos seus antepassados, mas cada pessoa, cada indivíduo é capaz de modificar a cultura herdada, pois a cultura é modificável, flexível, o ser humano “recebe” a cultura e a remodela, portanto a cultura não é fixa.
Cultura é tudo aquilo que aprendemos e compartilhamos com nossos semelhantes. Ela é relativa, não existe uma cultura boa, ou uma cultura ruim, superior ou inferior, como acreditavam os alemães, inclusive criadores da compreensão que muitos de nós ainda temos de “Cultura” com C maiúsculo, indicando superioridade, e neste sentido quem compreende a cultura desta forma arcaica e equivocada tende a fazer afirmações do tipo: “ fulano é culto” “Fulano não tem cultura” ora, todos e todas temos cultura!
Cultura pode por um lado referir-se à alta cultura, à cultura dominante, e por outro, a qualquer cultura. No primeiro caso, cultura surge em oposição à selvageria, à barbárie; cultura é então a própria marca da civilização, como queriam os alemães ao idealizarem a idéia da “Kultur” alemã indicando a superioridade da cultura alemã em detrimento das outras culturas, como modelo de civilidade, de progresso. Ou ainda, a alta cultura surge como marca das camadas dominantes da população de uma sociedade; se opõe à falta de domínio da língua escrita, ou à falta de acesso à ciência, à arte e à religião daquelas camadas dominantes. No segundo caso, pode-se falar de cultura a respeito de todos os povos, nações, grupos ou sociedades humanas.
Cultura está muito associada a estudo, educação, formação escolar, o que não é correto; por vezes se fala de cultura para se referir unicamente às manifestações artísticas, como o teatro, a música, a pintura, a escultura, cinema, logo ouvimos falar também de acesso a cultura. Outras vezes, ao se falar na cultura da nossa época ela é quase que identificada com os meios de comunicoção de massa, tais como o rádio, a televisão. Ou então cultura diz respeito às festas e cerimônias tradicionais, às lendas e crenças de um povo, ou a seu modo de se vestir, à sua comida, a seu idioma. A lista ainda pode aumentar mais.
Contudo, devemos entender como cultura todas as maneiras de existência humana. Essa tensão entre referir-se a uma cultura dominante ou a qualquer cultura, permanece, e explica-se em parte a multiplicidade de significados do que seja cultura. Notem que é no segundo sentido que as ciências sociais costumam falar de cultura, no sentido amplo, como fenômeno unicamente humano, que se refere a capacidade que os seres humanos tem de dar significados às suas ações e ao mundo que os rodeia.
Todos os indivíduos, todos os seres humanos tem cultura, no entanto, cada cultura é diferente da outra, mesmo povos ditos incivilizados tem cultura, pois a cultura não baseia-se somente na linguagem escrita, e, como é herança social é transmitida de geração em geração. Cultura compreende uma série de elementos, como costumes, crenças religiosas, vestimenta, língua, objetos, rituais etc. A cultura é compartilhada pelos indivíduos de determinado grupo, não se refindo a um ato individual, cada grupo de seres humanos, em diferentes épocas e lugares, atribui significados diferentes a coisas e caminhos da vida aparentemente semelhantes.

Atividade III
Pesquise e reflita:
Qual a definição de cultura abordada com maior enfase no texto?
Para você, o que é cultura?


Mudanças culturais e aculturação
A mudança cultural ocorre quando acontece qualquer tipo de alteração na cultura. Essa mudança pode ser pequena ou de grandes proporções, alterando toda uma cultura, como por exemplo acontece há tempos em várias regiões da África.Pode ser aceita facilmente ou por resistência.
As mudanças podem ocorrer por vários motivos, dentre eles, contato com outros povos, tecnologia, intempéries da natureza. No Brasil, com a chegada dos portugueses, os povos indígenas que aqui viviam viram sua cultura ser modificada; as tribos que não foram exterminadas viram parte de sua cultura perder suas qualidades distintivas.
Os jesuítas que vieram para o Brasil com o objetivo de catequisar e integrar os indígenas à cultura do branco, impunham aos povos indígenas a aceitação da fé cristã, para que deixassem de lado os deuses da natureza em que acreditavam.Os jesuítas pretendiam, com isso, integrar os indígenas à cultura branca, descaracterizando-os.
Os povos africanos escravizados, que também possuiam sua cultura bem distinta da dos europeus, sofreram  esta imposição cultural além de todo o sofrimento a que foram expostos, e parte de sua cultura foi descaracterizada.
Quando aqui chegavam, os escravos africanos eram obrigados a abandonar a maior parte de seus costumes e a adotar outros, que eram impostos por seus donos, passando por um processo denominado por alguns estudiosos “desafricanização”.Com isso, a cultura dos escravos foi bastante descaracterizada, e muitos dos seus hábitos foram também incorporados aos brasileiros, o sincretismo religioso é um dos resultados disso, podemos ver na religião conhecida como Umbanda..
Da-se o nome de aculturação às mudanças culturais que ocorrem quando duas culturas diferentes entram em contato.Ou seja, é o processo de interação que ocorre entre duas ou mais culturas, quando uma cultura, ou ambas, absorve os traços de outra ou de outras, e os incorpora como parte integrante da sua, adaptando-os à sua realidade.
Atividade V
Pesquise e reflita:
Você conhece grupos que passaram por um processo de aculturação? Quais? Explique:
Explique com suas palavras o que é aculturação e procure exemplos diferentes dos exemplos dados no texto para explicar como se dá esse processo.

Costumamos dizer que somos o povo brasileiro, que vivemos no país do futebol e do carnaval. Pelo menos é assim que nos vêem os outros povos. Contudo, quando somos indagados e questionados sobre nossa identidade nacional, ou seja, que povo realmente somos e, qual o sentido da nossa formação enquanto nação, ficamos na maior “crise de identidade”.
Ora, como definir quem realmente somos em meio à diversidade cultural? Mas, será que temos mesmo uma única e autêntica identidade nacional?
Quando falamos em identidade, logo pensamos em quem somos, no sentido individual, gostos, preferências, família, RG onde somos identificados, não como pessoas, mas como um número em meio a tantos outros etc. E o mais interessante, está ali a nossa nacionalidade, a que nação e povo pertencemos e também nossa naturalidade, que indica a qual região do nosso país pertencemos.
Um exemplo desse processo social de transmissão de cultura é a educação ou criação familiar. A cada geração vai se transmitindo, ou melhor, ensinando aos filhos e jovens certos conhecimentos e valores morais adquiridos pela geração mais velha.
Quando falamos em nação ou sociedade, não é diferente. Podemos descobrir como a nossa nação e nós, enquanto povo, fomos constituídos. Saber, por exemplo, quais as características culturais que podemos encontrar na formação e depois no desenvolvimento da nossa sociedade brasileira. E mais, podemos conferir se a sociedade brasileira ainda está refletindo tradicionalmente as mesmas características culturais de quando foi formada.
Os conceitos de homem e sociedade são praticamente indissociáveis. O homem é um ser social e não pode existir sozinho. O homem começa por se integrar no grupo familiar que por sua vez estabelece relações com outros grupos, constituindo as sociedades. As sociedades, por sua vez, delimitam-se por territórios que correspondem a Estados soberanos. O conceito de sociedade foi desenvolvido dentro dos limites impostos pelas fronteiras territoriais.
No entanto, esta delimitação é incompleta uma vez que o homem relaciona-se para além das fronteiras estabelecidas. Nas suas relações os homens criam regras e modos de viver que dão origem às culturas humanas. Estas culturas variam no espaço e no tempo, a ritmo mais lento do que o desenvolvimento das fronteiras territoriais. Assim, os limites de uma cultura pode estar muito além do espaço político da sociedade onde ela existe. Podemos falar de culturas nacionais, transnacionais e ainda de sub-culturas.
 A cultura faz parte da totalidade de uma determinada sociedade, nação ou povo. Essa totalidade é tudo o que configura o viver coletivo. São os costumes, os hábitos, a maneira de pensar, agir e sentir, as tradições, rituais, as técnicas utilizadas que levam ao desenvolvimento e a interação do homem com a natureza.
Herança social e legado cultural: são processos de transmissão cultural, que ocorrem ao longo da história, nos quais as gerações mais velhas transmitem às gerações mais jovens a cultura do grupo.
Muitos sociólogos e historiadores brasileiros, a partir do século XIX, buscaram explicar a formação do povo brasileiro, caracterizado pela diversidade cultural, enquanto uma nação. E o olhar de alguns desses autores foi exclusivamente dedicado ao aspecto cultural. O legado cultural que herdamos dos povos que se misturam deu origem aos brasileiros.
Se alguém chegar a você e disser:
- O Brasil foi colonizado pelos Ingleses!
Você irá corrigir esta pessoa, explicando:
- Não, não! Fomos colonizados primeiramente pelos portugueses e espanhóis. Temos também uma marcante presença dos africanos, que foram trazidos como escravos e os indígenas verdadeiros donos da terra. Depois, por volta de 1870 em diante, é que imigraram muitos outros povos, como os italianos, alemães e holandeses, em busca de trabalho.
Somos um povo que surgiu de uma grande miscigenação. O povo brasileiro foi formado, a partir de uma miscigenação, que foi a mistura de três “raças”: o índio, o branco e o negro.
O conceito de etnia distingue-se do conceito de raça e cultura. Etnia é um conceito associado a uma referência, origem comum de um povo,  são grupos que compartilham os mesmos laços lingüísticos, intelectuais, morais e culturais. Embora possuam uma mesma situação de dependência de instituições e organização social, econômica e política, não se constitui em uma nação, mas apenas em um agrupamento étnico. Etnia é, portanto, um conceito diferente de raça e cultura.
Etnia: grupo de indivíduos originados de uma ascendência comum e que compartilham uma mesma cultura.
São exemplos de grupos étnicos: os índios xavantes e javaés do interior de Goiás, Patajós etc. Já a cultura é tudo que as diferentes raças e as diferentes etnias possuem em matéria de vida social, o conjunto de leis que regem o país, a moral, a educação, as crenças, as expressões artísticas e literárias, costumes e rituais.
O termo raça significa dizer que há grupos de pessoas que possuem características fisiológicas e biológicas comuns. No entanto, o uso do termo raça acaba classificando um grupo étnico ou sociedade, levando também à hierarquização.
Apesar da diversidade, existem aspectos universais nas culturas humanas. A linguagem é um exemplo. Apesar de existirem diferentes línguas, a necessidade de comunicação é comum a todas as culturas. Existem outros exemplos de características universais: partilha, inter-ajuda, relações afetivas, religião, solidariedade etc.
A socialização transforma os seres humanos em seres sociais. Sendo um processo de construção da identidade social não destrói a identidade individual, passa a fazer parte dela. É o processo pelo qual os homens aprendem as normas das culturas de origem, e que lhes permite o contato social com as gerações passadas e futuras, pela partilha dessas normas.
Raça: Os primeiros estudos Antropológicos sobre o homem buscaram explicar a diferença entre a humanidade pelas suas características fisiológicas e biológicas, herança das Ciências Naturais (Biologia), que até o século XVIII e XIX classificava a humanidade por meio da seleção natural e organização genética.
Como se todos nós, seres humanos, fôssemos postos em uma grande escadaria, e em ordem de classificação e hierarquização pelo grau de importância das características físicas de cada grupo étnico; os mais importantes ficariam no topo e assim iria descendo até chegar nos menos importantes. Muitas críticas a esse pensamento foram suscitadas, principalmente no final do século XIX, pois tais concepções ajudaram a reforçar a discriminação e o preconceito e, conseqüentemente a legitimação das desigualdades sociais. Apesar de todas as críticas, ainda é possível observar que nos séculos XIX e XX houve um retorno de práticas racistas como, por exemplo, a eugenia[1], que foram muito defendidas por estudiosos adeptos às teorias evolucionistas sobre o progresso físico e comportamental do homem. e por mais incrível que pareça, ainda hoje existem pessoas que pensam assim, como por exemplo o cientista James Watson,  Prêmio Nobel de 1979
Você lembra do genocídio dos judeus, mais conhecido como o Holocausto, durante a II Guerra Mundial? Já ouviu falar?
O pensamento ideológico que estava por trás daquele terrível ato que exterminou milhões de judeus, que não eram reconhecidos como seres humanos, era a idéia de superioridade da “raça ariana” alemã. A perseguição e o extermínio dos nazistas alemães contra os judeus ficou conhecida na história por anti-semitismo, uma forma de repudiar tudo o que era contrário à ideologia nazista. Quando olhamos os três grupos étnicos que se miscigenaram no Brasil Colônia, séculos XVI e XVII, com suas características biológicas específicas e também sócio-culturais, suas tradições, vemos como fizeram toda a diferença no processo de colonização e formação do povo brasileiro, diferentemente de outras colonizações empreendidas pelo mundo.
Etnicidade: é a mobilização política e social de determinados grupos étnicos em prol de seus direitos e valores do grupo, na defesa de sua identidade sociocultural. O Brasil é conhecido como o país de maior número de negros e afrodescendentes depois do Continente Africano, no entanto, o racismo que muitas vezes aparece “camuflado”, estabelece uma grande distância entre estes e as suas efetivas e plenas participações na vida social.
ATIVIDADE I
Vamos investigar como a população de sua comunidade ou bairro “encara” o processo da etnicidade. Realize uma entrevista com cinco pessoas perguntando o que pensam sobre as reivindicações de alguns grupos étnicos brasileiros, compare com o que você sabe e discuta com os colegas em sala de aula.

Todos os grupos étnicos que imigraram para o Brasil a partir dos séculos XVIII e XIX foram muito importantes no desenvolvimento da nação e ajudaram a dar um colorido especial ao país. O problema é quando “desprezamos” as nossas raízes, as nossas origens, as pessoas que primeiro formaram aquilo que viríamos a ser no futuro: “os brasileiros”.
O que realmente acontece conosco? Parece que a “crise de identidade” paira entre os brasileiros. Não nos reconhecemos como uma nação e não nos valorizamos como outros povos, o nosso país, a nossa gente, as nossas tradições e a nossa multiforme e colorida diversidade cultural como um todo. Costumamos tão somente exaltar alguns aspectos ou traços da nossa cultura. Essas questões nos levam a pensar qual o verdadeiro problema ou impasse que nos impede de dizer com orgulho que somos brasileiros.
Durante o processo de colonização pelo qual passou parte do mundo, a partir do século XV, foi deixada uma forte marca de etnocentrismo.

Atividade II
Pesquise e reflita :
O que a História nos relata sobre isso?Quais as “raízes” culturais do nosso Brasil que nos faz ser como somos hoje?


Etnocentrismo e relativismo; Construção da alteridade
O Etnocentrismo é a tendência a considerar um grupo étnico como superior a outros.É uma atitude de avaliar qualquer outro grupo social com base nos valores próprios do seu grupo.O Etnocentrismo consiste em julgar, a partir de padrões culturais próprios, como “certo” ou “errado”, “normal” ou “anormal” os comportamentos e as formas de ver o mundo de outros povos, desmerecendo suas práticas.O etnocentrismo se relaciona com o conceito de estereótipos, que consiste na generalização e atribuição de valor (geralmente negativo)  a algumas características de um grupo, reduzindo-o a essas características e definindo os “lugares de poder” a serem ocupados.É uma generalização de julgamentos subjetivos, feitos em relação a um determinado grupo, impondo-lhe o lugar de inferior, no caso de esteótipos negativos.
A reação diante da alteridade[2] faz parte da natureza das sociedades, de acordo com Frei Beto alteridade “é ser capaz de apreender o outro na plenitude da sua dignidade, dos seus direitos e, sobretudo, da sua diferença”. Quanto menos alteridade existe nas relações pessoais e sociais, mais conflitos ocorrem.Em todas as épocas, sociedades particulares reagiram de forma específica diante do contato com uma cultura diversa à sua, inclusive ocorrendo o que o antropólogo Roberto Cardoso de Oliveira chamou de “fricção interétnica”.
As culturas costumam definir o que as pessoas devem usar, se tratar etc., a nossa cultura, a ocidental, negou-se a ver nas pinturas corporais, nos adornos e adereços dos grupos indígenas sul-americanos os correspondentes às roupas impostas por ela, e criou-se assim a idéia de que o “índio/a” andaria pelado/a avaliando esse comportamento como incivilizado. Acreditando na superioridade de sua cultura, os europeus intervieram na formas tradicionais de vida existentes nos outros continentes, procurando tranformá-las.
Costumamos “ver” o mundo através de nossa cultura, utilizando-a como parâmetro para julgarmos outras culturas, acreditando que a nossa visão, nosso modo de vida, a nossa cultura são corretos, normais.
Tal tendência, denominada etnocentrismo é responsável em seus casos extremos pela ocorrência de numerosos conflitos sociais. O etnocentrismo de fato é um conceito universal. É comum a crença de que a própria sociedade é o centro da humanidade ou mesmo a sua única expressão.O ponto fundamental de referência não é a humanidade, mas o grupo.
O costume de discriminar os que são diferentes porque pertencem a outro grupo pode ser encontrado mesmo dentro de uma sociedade.Os estereótipos são exemplo disso, pois são também uma forma de “biologizar” as características de um grupo, considerando-as como resultado exclusivo da biologia, da natomia, o processo de naturalização ou biologização das diferenças étnicos-raciais, de gênero ou de orientação sexual que marcou os séculos XIX e XX, vinculou-se à restrição da cidadania a negros, mulheres e homossexuais.
Comportamentos etnocêntricos resultam também em apreciações negativas dos padrões culturais de povos diferentes. A nossa herança cultural nos condicionou a reagir depreciativamente em relação ao comportamento daqueles que agem fora dos padrões. Por isso discriminamos o comportamento desviante.
O relativismo cultural sugere conformar e não confrontar as diferenças culturais, tanto em nossa sociedade quanto em outra cultura particular.Este conceito pode ser considerado precipitado, se levarmos em conta o fato de que tudo pode ser aceito, ameaçando imposições dos limites sociais.
O relativismo é uma doutrina que prega que algo é relativo, contrário de uma idéia absoluta, categórica. Atitude ou doutrina que afirma que as verdades (morais, religiosas, políticas, científicas, etc.) variam conforme a época, o lugar, o grupo social e os indivíduos de cada lugar. O relativismo é a "Postura segundo qual toda avaliação é relativa a algum padrão, seja qual for, e os padrões derivam de culturas." O relativismo, dessa forma, leva em consideração diversos tipos de análise, mesmo sendo análises aparentemente contraditórias. As diversas culturas humanas geram diferentes padrões segundo os quais as avaliações são geradas. Max Weber, em suas obras sobre epistemologia[3], abre espaço para o relativismo nas ciências da cultura quando diz que a ciência é verdade para todos que querem a verdade, ou seja, por mais diferentes que sejam as análises geradas por pontos de vista culturais diferentes, elas sempre serão cientificamente verdadeiras, enquanto não refutadas.
O relativismo é um ponto de vista extremo oposto ao etnocentrismo, que leva em consideração apenas um ponto de vista em detrimento aos demais. Porém, os críticos dessa visão apontam que o relativismo torna impossível um avanço científico nas ciências da cultura na medida em que coloca todos os tipos de análise, absurdas ou não, em igualdade de veracidade.Assim podemos concluir que o Relativismo é um termo filosófico que se baseia na relatividade do conhecimento e repudia qualquer verdade ou valor absoluto. “Todo ponto de vista é válido”.


Referências bibliográficas
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CUNHA, Manuela Carneiro da. “Etnicidade” IN: Antropologia do Brasil. SP: Brasiliense, 1987.

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MORTARI, Claudia. Antropologia cultural e multiculturalismo / Claudia Mortari[et. al.]. - 2ed. - Florianópolis (SC) : UDESC: FAED : CEAD, 2002

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VASCONCELOS, Ana.Coleção base do Saber: Sociologia.1ª Ed. – São Paulo: Rideel, 2009.

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WEBIBLIOGRAFIA:
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<http://www.culturabrasil.pro.br>. Acesso em 5 de janeiro de 2011



[1] Eugenia é um termo cunhado em 1883 por Francis Galton (1822-1911), significando "bem nascido".Galton definiu eugenia como o estudo dos agentes sob o controle social que podem melhorar ou empobrecer as qualidades raciais das futuras gerações seja física ou mentalmente. Em outras palavras, melhoramento genético. Fonte: Wikipédia
[2] Alteridade (ou outridade) é a concepção que parte do pressuposto básico de que todo o homem social interage e interdepende de outros indivíduos. Assim, como muitosantropólogos e cientistas sociais afirmam, a existência do "eu-individual" só é permitida mediante um contato com o outro (que em uma visão expandida se torna o Outro - a própria sociedade diferente do indivíduo).
Dessa forma eu apenas existo a partir do outro, da visão do outro, o que me permite também compreender o mundo a partir de um olhar diferenciado, partindo tanto do diferente quanto de mim mesmo, sensibilizado que estou pela experiência do contato.
A “noção de outro ressalta que a diferença constitui a vida social, à medida que esta efetiva-se através das dinâmicas das relações sociais. Assim sendo, a diferença é, simultaneamente, a base da vida social e fonte permanente de tensão e conflito” (G. Velho, 1996:10)

[3] Epistemologia ou teoria do conhecimento é a crítica, estudo ou tratado do conhecimento da ciência, ou ainda, o estudo filosófico da origem, natureza e limites do conhecimento. Pode-se remeter a origem da "epistemologia" a Platão ao tratar o conhecimento como "crença verdadeira e justificada". O desafio da "epistemologia" é responder "o que é" e "como" alcançamos o conhecimento?. Diante dessas questões da epistemologia surgem duas posições:
Empirista: que diz que o conhecimento deve ser baseado na experiência, ou seja, no que for apreendido pelos sentidos. Como defensores desta posição temos Locke, Berkeley e Hume; e
Racionalista: que prega que as fonte do conhecimento se encontram na razão, e não na experiência. Como defensores desta posição temos Leibniz e Descartes.
A expressão "epistemologia" deriva das palavras gregas "episteme", que significa "ciência", e "Logia" que significa "estudo", podendo ser definida em sua etimologia como "o estudo da ciência".

2 comentários:

  1. Verônica! peguei seu texto sobre etnocentrismo e alteridade para passar para os meus alunos! Ficou demais! Obrigado!

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